quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Um quarto em chamas.

Meu quarto permanece uma bagunça, como cinquenta por cento do tempo que permaneço nele, e penso que é cinquenta por cento, porém eu não sei, não ao certo, mas não faz diferença pra mim. Meu violão esta jogado no sofá, que não combina com ele, pois é verde (o sofá). O teddy esta numa posição estranha, lá encima e ainda tem um bolo de roupas escondidas pelo violão, para que a minha mãe entre e não repare. Meus sapatos ainda estão com a meia dentro, roupa e bolsa por cima da cômoda, copos na cadeira e na estante, cinzas pelo chão, o cinzeiro servindo como lixeira. Três potinhos de iogurte, uma rede numa escapula. Um quarto todo sujo de riscos. Um quarto todo decorado em riscos. A toalha velha, secou com o amanhecer, meu celular ao meu lado, não toca, a caixa de som desligada, um cigarro e isqueiro prontos para serem usados, e eu aqui, descrevendo o que achar melhor. Este meu projeto é como um falatório próprio, mais pessoal, que agradeço bem a ideia, que finalmente pude levar adiante com a ajuda de Joyce.

Sou um adolescente (agora de 19 anos) com semitons (quando a diferença de tom ou casa é de uma pra outra) brilhantemente observados. Sabendo-se que só existem semitons entre o MI e FA, SI e DÓ, não é muito frequente, não se é raro também, mas tem seus direitos observados, mantidos, espalhados pelo corpo e jeito, mente e novamente coração (sim, novamente, pois sou sentimentalizado em tudo que escrevo).
Quarto em chamas, este é o começo do que aqui comecei, e pretendo falar mais abertamente e em tom menos poético. Porém, tem que ter a poesia, o tal shake, shake para que não perca a graça e a identidade do que sou, apesar de me manter em metamorfose, acredito que vou aprimorando, então aqui jaz, o sonho de Pablo, Francis e quem mais couber.

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