Estou em ritmo, ouvindo La Roux, Tigerlily é a música e um cigarro em meus lábios. O ventilador ta ligado, me esfriando o corpo, mas minha mente continua acelerada e eu penso no tempo lá fora, e hoje eu preciso me arriscar, com os favores que vou fazer a minha mãe e a apresentação do Felipe, tenho que me apressar. Um momento, vou acender meu cigarro. - Pausa - Pois bem, as cinzas estão no teclado e eu vou confabulando, sem saber muito bem como seguir, prefiro me arriscar mesmo, preciso por o pé na estrada, ON THE ROAD, grito! A fumaça do cigarro me anima, me da extase, e eu já não me sinto frágil, minhas ideologias foram jogadas pela janela, e eu rearranjei algo novo, algo mais selvagem e cruel, sem precisar de dor, apenas a base de tapas indolores, incolores e eu continuo confabulando, com a música num ritmo louco, acreditem, está tudo fervilhando e eu estou com uma vontade de fazer besteiras, eu quero todo o pouco que puder contar ao meu redor, eu estou definindo, com o tempo não me restará silêncio.
É engraçado, que posso saber quando pessoas passam na rua, pois a luz de fora passa com uma falha em sombra pelo meu quarto, algo quase inotável, mas da pra saber da movimentação, da pra cair na realidade que o mundo esta em movimento, mesmo que eu esteja vivo, parece que não estou aqui, por vezes. E em outras eu me acabo em cig's, água e música delirante, energético musical, sabe como é? Há algum tempo atrás eu dancei no meu quarto e fumei 7 cig's direto, foi alucinante demais, foi uma private partie em solo, me mantive fora de mim, mesmo estando dentro.
E agora, no meu quarto, não tenho sentido a saudade forte que é ter um amor, mas ontem queria ser abraçado, sim, e só havia eu, então me acalmeu e minha posição ficou toda para mim. Eu gosto de estar quieto, mas prefiro a agitação sentimental, prefiro estar fazendo loucuras e quebrando paredes, prefiro não medir meus limites e assobiar na rua, cantar em inglês e desfazer minhas dores com uma alegria ou distração qualquer.
Por fim, vou pro banho, me arrumarei, sairei, resolverei sobre os exames da minha mãe e depois vou ver o concerto, onde meu amigo irá tocar violino. Acho lindo. Ah, Yann Tiersen, um dia vou no teu show.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Um quarto em chamas.
Meu quarto permanece uma bagunça, como cinquenta por cento do tempo que permaneço nele, e penso que é cinquenta por cento, porém eu não sei, não ao certo, mas não faz diferença pra mim. Meu violão esta jogado no sofá, que não combina com ele, pois é verde (o sofá). O teddy esta numa posição estranha, lá encima e ainda tem um bolo de roupas escondidas pelo violão, para que a minha mãe entre e não repare. Meus sapatos ainda estão com a meia dentro, roupa e bolsa por cima da cômoda, copos na cadeira e na estante, cinzas pelo chão, o cinzeiro servindo como lixeira. Três potinhos de iogurte, uma rede numa escapula. Um quarto todo sujo de riscos. Um quarto todo decorado em riscos. A toalha velha, secou com o amanhecer, meu celular ao meu lado, não toca, a caixa de som desligada, um cigarro e isqueiro prontos para serem usados, e eu aqui, descrevendo o que achar melhor. Este meu projeto é como um falatório próprio, mais pessoal, que agradeço bem a ideia, que finalmente pude levar adiante com a ajuda de Joyce.
Sou um adolescente (agora de 19 anos) com semitons (quando a diferença de tom ou casa é de uma pra outra) brilhantemente observados. Sabendo-se que só existem semitons entre o MI e FA, SI e DÓ, não é muito frequente, não se é raro também, mas tem seus direitos observados, mantidos, espalhados pelo corpo e jeito, mente e novamente coração (sim, novamente, pois sou sentimentalizado em tudo que escrevo).
Quarto em chamas, este é o começo do que aqui comecei, e pretendo falar mais abertamente e em tom menos poético. Porém, tem que ter a poesia, o tal shake, shake para que não perca a graça e a identidade do que sou, apesar de me manter em metamorfose, acredito que vou aprimorando, então aqui jaz, o sonho de Pablo, Francis e quem mais couber.
Sou um adolescente (agora de 19 anos) com semitons (quando a diferença de tom ou casa é de uma pra outra) brilhantemente observados. Sabendo-se que só existem semitons entre o MI e FA, SI e DÓ, não é muito frequente, não se é raro também, mas tem seus direitos observados, mantidos, espalhados pelo corpo e jeito, mente e novamente coração (sim, novamente, pois sou sentimentalizado em tudo que escrevo).
Quarto em chamas, este é o começo do que aqui comecei, e pretendo falar mais abertamente e em tom menos poético. Porém, tem que ter a poesia, o tal shake, shake para que não perca a graça e a identidade do que sou, apesar de me manter em metamorfose, acredito que vou aprimorando, então aqui jaz, o sonho de Pablo, Francis e quem mais couber.
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